quarta-feira, 15 de abril de 2015

VOTAÇÃO

Após discussão, Alepe aprova divisão de área de proteção que seria impasse para Arco Metropolitano

Deputado do PSB diz que presidente Dilma Rousseff será cobrada por obra quando vier ao Estado

Priscila Krause demonstrou irritação após deputado dizer que projeto corrigia lei do ex-governador Gustavo Krause / Foto: João Bita/Alepe

Priscila Krause demonstrou irritação após deputado dizer que projeto corrigia lei do ex-governador Gustavo Krause

Foto: João Bita/Alepe

Após mais de 40 minutos de discussão, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou nesta terça-feira (14), em primeira discussão, a divisão de uma área de proteção ambiental no Engenho Jardim, no município de Moreno, na Região Metropolitana do Recife (RMR), que foi apresentada pela bancada governista como o último empecilho para que a Agência Estadual de Meio Ambientel (CPRH) aprove o início das obras do lote sul do Arco Metropolitano.
O debate teve início após a deputada estadual Priscila Krause (DEM) criticar a falta de tempo hábil para que os deputados conhecessem o projeto e pudessem fundamentar o seu voto. Em regime de urgência, a proposta foi enviada para a Alepe pelo governador Paulo Câmara (PSB) na última sexta (11). "Eu não posso abrir mão do meu zelo com as matérias que se votam nessa Casa", afirmou a deputada.

A polêmica ganhou força depois que o deputado Aluísio Lessa (PSB) respondeu a parlamentar afirmando que o projeto atual corrige uma lei de 1986 sancionada pelo então governador Gustavo Krause, pai de Priscila. "Dia 28, a presidente (Dilma Rousseff) vai estar aqui no Estado e ela vai ser cobrada sobre essa obra", revelou Lessa ao explicar o porquê do pedido de urgência para a votação.
"Para mim, não faz a menor diferença se o governador era Gustavo Krause, Roberto Magalhães, Miguel Arraes ou quem era", reagiu a deputada, visivelmente irritada. "O fato de o governador na época ser Gustavo Krause não me dá a menor tranquilidade para votar esse projeto", disse a democrata.
Priscila também fez questão de lembrar que pela justificativa do projeto a lei de 1986 estava correta e o que aconteceu foi uma supressão de vegetação no local.
O deputado Edilson Silva (PSOL) apoiou a colega. "Isso aqui é uma casa legislativa, não é um anexo do Palácio do Governo. E aí, me perdoem a expressão, mas eu estou pouco me linchando se Dilma vem dia 20 ou 30. Essa Casa tem autonomia em relação a isso. A presidente que espere", argumentou.
No final, a própria Priscila Krause concordou em votar a proposta com a garantia de que antes da segunda discussão, o presidente da CPRH, Paulo Teixeira de Farias, e o secretário estadual de Meio Ambiente, Sérgio Xavier (PV), iriam até a Alepe esclarecer a proposta. O acordo foi costurado pelos líderes do governo, Waldemar Borges (PSB), e da oposição, Silvio Costa Filho (PTB).

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