segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Aécio e Dilma trocam farpas sobre bancos públicos


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O destino dos bancos públicos e da Petrobras dominou parte do debate entre o candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, na Rede Record. Aécio afirmou que correligionários de Dilma fazem “grande terrorismo” em relação aos bancos estatais. De acordo com ele, é o “mesmo discurso” de que um eventual governo do PSDB “privatizaria esta ou aquela empresa”. Mas, de acordo com Aécio, numa eventual administração tucana, os bancos públicos serão fortalecidos. Aécio questionou também a campanha do governo em 2010 para a compra de ações da Petrobras com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ele perguntou a Dilma se é “justo” que a má gestão da Petrobras tire o FGTS do trabalhador.
Em resposta, Dilma afirmou que o candidato do PSDB a presidente “ouviu cantar o galo mas não sabe aonde”. De acordo com Dilma, todos os bancos públicos tiveram os lucros aumentados e ampliados, a taxa de inadimplência foi reduzida e houve a recomposição do funcionalismo. “Escutei várias falas de que iriam reduzir o papel dos bancos públicos e inclusive do seu candidato a ministro da Fazenda”, afirmou ela, em referência ao ex-presidente do Banco Central (BC) Arminio Fraga.
Dilma afirmou que sua relação com os bancos públicos é de “grande respeito”. Ela disse ainda que quem cuida da indústria do País é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Caixa Econômica Federal, declarou Dilma, faz o Minha Casa Minha Vida. “Esse dinheiro tem subsídio do governo federal.” Segundo a presidente, não há investimento de longo prazo neste País sem o BNDES e os demais bancos públicos. Sobre a compra de ações com FGTS, a presidente disse que todos os que investiram ganharão muito dinheiro. “A Petrobras é e será a maior empresa deste País por muitos anos.” Dilma citou também o pré-sal, que, segundo ela, produz 500 mil barris por dia.
Em resposta, Aécio afirmou que a Petrobras vai muito mal. “Perdeu apenas no período deste governo cerca da metade do seu valor de mercado, perdeu credibilidade”, afirmou o tucano. Olhando para a câmera, o candidato tucano afirmou que, se eleito vai valorizar os funcionários de carreira dos bancos do governo e que numa eventual gestão a Petrobrás voltará a ser o “orgulho nacional que deixou de ser”. “Não ache que o pré-sal lhe pertence, pois ele foi descoberto pelos investimentos que foram feitos antes do seu governo”, declarou o tucano. Dilma, por sua vez, declarou que Aécio disse uma vez que pensava “em algum momento” privatizar a estatal e que isso não estava na pauta no momento.
Em seguida, a presidente voltou ao tema da segurança pública, defendendo que o governo federal tenha responsabilidade sobre o setor. Dilma afirmou que proporá mudar a Constituição para que a segurança pública possa ter a participação conjunta do governo federal com o dos Estados, “numa articulação de combate ao crime organizado de forma integrada”.
Aécio respondeu afirmando lamentar que ela “não tenha feito tudo isso ao longo desses últimos anos. Ele sugeriu a proibição do “represamento, do contingenciamento” dos recursos da área. Aécio disse ainda que quer fortalecer a Polícia Federal (PF), que, de acordo com ele, teve em 2014 o pior orçamento dos últimos cinco anos. Aécio prometeu também, se eleito, fazer com que as Forças Armadas sejam “parceiras” para controlar as fronteiras. “Seu programa para as fronteiras, em três anos, gastou apenas R$ 1 bilhão”, acusou o candidato do PSDB a presidente, dirigindo-se a Dilma. “No meu governo, não vou terceirizar responsabilidades, vou conduzir pessoalmente a política nacional de segurança integrada entre Estados e municípios, com investimentos e inteligência.”
A presidente e candidata do PT à reeleição disse que a administração federal teve uma experiência “muito exitosa” com o governo de Minas Gerais na segurança pública durante a Copa do Mundo. Dilma prometeu, se reeleita, levar a todos os Estados essa integração, com os Centros de Comando e Controle. “Vou integrar a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), as Polícias Militares (PMs) e Civis e as Forças Armadas, para agirem em conjunto”, disse.


Da AE

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