terça-feira, 22 de abril de 2014

Sonda da NASA encerra missão caindo na Lua


Queda quase controlada
Sonda Espacial LADEE
A NASA confirmou que a sonda espacial LADEE (Explorador da atmosfera e da poeira ambiente lunar, em tradução livre) caiu na superfície da Lua, conforme planejado, na última quinta-feira.
A sonda LADEE não tinha combustível para manter uma órbita lunar a longo prazo ou continuar suas operações científicas, sendo então intencionalmente enviada em um mergulho final sobre a superfície lunar.
A órbita da sonda já vinha decaindo naturalmente após a fase final de sua missão científica, feita em uma altitude extremamente baixa, um recorde entre 12 e 60 km, mas que chegou a meros dois quilômetros da superfície lunar nos últimos dias, antes que seus motores fossem acionados pela última vez para o mergulho final.
Os engenheiros acreditam que, no impacto, a sonda, que tinha o tamanho de uma geladeira, tenha-se desintegrado totalmente.
“No momento do impacto, a LADEE estava viajando a uma velocidade de 3.600 quilômetros por hora,” disse Rick Elphic, cientista do projeto. “Não há nada gentil em um impacto a essas velocidades – é apenas uma questão de se a LADEE fez um buraco em uma encosta ou deixou detritos espalhados por uma área plana. Será interessante ver que tipo de característica a LADEE criou.”
Nos próximos meses, os controladores da missão vão determinar a hora exata e o local do impacto da LADEE e usar outra sonda lunar, a LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) para tentar capturar uma imagem do local do impacto.
Em 2009, a NASA realizou um experimento que consistiu no lançamento de um projétil na Lua. Mas, em lugar de algo de “impacto”, o que se viu foi uma das maiores decepções do programa espacial.
Após anúncios de que até telescópios terrestres poderiam permitir ver a nuvem de poeira lunar levantada pelo impacto – o objetivo era estudar essa poeira -, nada aconteceu.
Brilho misterioso
A sonda LADEE coletou informações detalhadas sobre a estrutura e a composição da fina atmosfera lunar. Contudo, os dados ainda não foram suficientes para explicar o famoso brilho visto pelos astronautas logo acima do horizonte antes do nascer do Sol. Acreditava-se que a poeira lunar ficasse eletricamente carregada e gerasse o brilho, mas a poeira suspensa na atmosfera tem uma densidade pequena demais para isso.
Mas a sonda foi responsável por um feito histórico, em setembro de 2013, quando permitiu o primeiro experimento de comunicação espacial bidirecional usando raios laser, em vez de ondas de rádio, para transmitir uma imagem de uma Mona Lisa, que ficou conhecida como “Mona Laser”.
Redação do Site Inovação Tecnológica
Por Jornal de Caruaru

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