domingo, 10 de agosto de 2014

Pais são cada vez mais participativos na vida dos filhos desde a gravidez

Estar ao lado da mulher na hora do parto, nos dias de hoje, é não só um direito, mas um desejo cada vez mais intenso entre os homens

- Pedro Henrique Cunha, da Folha de Pernambuco

Quem viveu a experiência garante: é preciso preparo emocional para esse grande dia. É o momento de ter nos braços seu maior amor, o próprio filho. O encontro pode ser planejado. Ou pode acontecer no susto, ser quase um esbarrão. Pode não sair como o esperado, mas será igualmente inesquecível no final. Talvez seja doloroso para a mulher e para o homem que a apoia e compartilha com ela todas as emoções. Não importa como o bebê chegará ao mundo, o necessário, acreditam muitos homens, é que o pai esteja presente. E ele quer estar. Não dispensa mais a oportunidade de participar daquele que será um dos mais bonitos momentos da própria vida: a hora do parto. Não há aquele que não fique nervoso ou não se emocione diante da perspectiva de dizer: "Prazer, eu sou seu pai!".
Cortesia/Cláudia Cunha
Leonardo se diz pronto para trocar fraldas, acompanhar a esposa ao pediatra e para as noites mal-dormidas
Neste domingo (9) , Dia dos Pais, a Folha de Pernambuco, se convidou para essa celebração. Pediu licença e participou de dois partos. A ideia era homenagear aquele que vai ser um dos primeiros a carregar o filho, que vai segurar a mão da mãe quando a dor física for quase insuportável e afagar a cabeça dela enquanto olhar, pela primeira vez, nos olhos de seu bebê.

Marinheiro de primeira viagem

Na manhã de terça-feira, 5 de agosto de 2014, o Recife amanhecia com a notícia de que o sistema de ônibus rápido, conhecido como BRT, ampliou de 18 para 20 o número de veículos e diminuiu o tempo de espera para os usuários do corredor Leste-Oeste. Os jornais ainda informavam que, no dia anterior, a volta às aulas foi marcada por trânsito caótico. No entanto, para o chefe de Informática Luiz Augusto Vicalvi, 29 anos, a notícia mais importante do dia era o nascimento do primeiro filho.
    Desde a madrugada, porém, o sono do pai já tinha ido embora. Era só falar do bebê que os olhos se enchiam de água e a respiração ficava presa. "Durante toda a noite, acordei pensando como seria o parto, se tudo ficaria bem", lembrou, enquanto aguardava a esposa, a técnica em Segurança do Trabalho Alessandra Silva Vicalvi, 31, ser levada para o centro cirúrgico.

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