quarta-feira, 5 de novembro de 2014

TCU

Relatório aponta R$ 969 milhões em irregularidades em obras públicas

Tribubal de Contas da União aprovou o relatório de fiscalização




Cláusulas de reajustes estariam provocando desequilíbrio em contrato da Refinaria Abreu e Lima  / Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Cláusulas de reajustes estariam provocando desequilíbrio em contrato da Refinaria Abreu e Lima

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o relatório que encontrou irregularidades de R$ 969,5 milhões entre julho de 2013 e junho de 2014 em obras públicas com recursos federais. Conforme antecipou o jornal O Estado de S. Paulo, o relatório de fiscalização, divulgado apenas nesta quarta-feira, avaliou 102 empreendimentos e, desse total, a Corte recomendou ao Congresso a paralisação de quatro projetos de infraestrutura.

"Em duas dessas obras, os indícios de irregularidade já haviam sido apontados anteriormente", observou Bruno Dantas, ministro responsável pelo relatório. O achado de auditoria mais recorrente em obras de saúde e educação foram atrasos injustificados, 153 no total. Nas demais áreas, o achado mais recorrente foi projeto básico deficiente, sendo 23 no total.

O ministro Dantas destacou ainda a fiscalização feita na refinaria de Abreu e Lima, no Recife. Segundo ele, cláusulas de reajustes estariam provocando desequilíbrio em contratos. "O valor possível do dano é R$ 368 milhões, dos quais R$ 243 milhões já teriam sido indevidamente pagos", disse. "Na busca de acompanhar a evolução da fiscalização de obras, o TCU passou a diversificar sua atuação", disse. "Neste momento, o tribunal cumpre uma etapa importantíssima no processo de fiscalização de obras", afirmou.

As informações do Programa de Fiscalização de Obras do TCU subsidiam a Comissão Mista de Orçamento do Congresso na distribuição de recursos para o ano seguinte. Os parlamentares, com base nesses dados, têm de decidir se seguem ou não as indicações da corte. No total, foram fiscalizadas obras no total R$ 12,3 bilhões. O presidente da Corte, o ministro Augusto Nardes, observou que o relatório evidencia falhas de governança na gestão das obras. "É evidente que se instala a corrupção com eficiência quando não se tem boa governança", disse o presidente ao avaliar o relatório feito por Dantas.

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