sábado, 12 de abril de 2014

Parentes, amigos e admiradores pernambucanos homenageiam José Wilker

Missa de sétimo dia de morte do ator aconteceu no Mosteiro de São Bento

 - Renato Contente, da Folha de Pernambuco

    Amigos, parentes e admiradores do ator José Wilker - falecido no dia quatro deste mês, aos 66 anos, devido a um infarto - compareceram, na noite desta sexta-feira (11), à missa de sétimo dia de morte do artista, realizada no Mosteiro de São Bento, no Sítio Histórico de Olinda. A celebração pernambucana aconteceu para que os parentes do artista que moram no Estado pudessem prestar uma última homenagem ao ator. Entre os presentes, estavam suas irmãs Maria Auxiliadora, Nalizaly e Maria Willany, além de vários primos e sobrinhos.
    Bruno Campos/Folha de Pernambuco
    Nascido no Ceará, ator se mudou para Pernambuco na adolescência, no início dos anos 60
    Nascido no Ceará, Wilker se mudou para Pernambuco com a família na adolescência, no início dos anos 1960. Seus primeiros passos como ator aconteceram no Recife, no Teatro de Cultura Popular (TCP), núcleo teatral do Movimento de Cultura Popular (MCP). Com o golpe militar de 1964, o grupo foi extinto e o artista se mudou para o Rio de Janeiro, onde consolidou sua carreira na televisão, no cinema e no teatro. Muitos de seus parentes, no entanto, permaneceram no Recife.
    Durante a missa, os familiares foram consolados pelas palavras do padre José Antero, que conduziu a cerimônia. "Todo o Brasil testemunhou o que foi a vida de um grande artista, alguém capaz de, através da arte, captar a alma humana e expressá-la para todos nós", disse o sacerdote.
    Maria Auxiliadora, muito emocionada, também homenageou o irmão. "Todos sabem do meu amor incondicional pelo José, estou com ele onde quer que ele esteja. Desde pequeno ele foi muito talentoso e inteligente. Ele estava numa fase maravilhosa da carreira, muito produtiva e feliz. Ao menos meu irmão se foi enquanto dormia, sem sofrer", disse.
    Geraldo Magalhães, primo do ator, contou que a convivência entre eles sempre foi boa, apesar da distância. "Ele custava vir aqui porque era muito ocupado, gravando filmes, novelas e fazendo peças. Quando vinha, sempre visitava a familia. Ele também sempre nos telefonava, perguntando se precisávamos de alguma coisa. Infartos são comuns em nossa família, mas a partir dos 90 anos. Ele se foi muito cedo, e nos deixou perplexos, sem ação. Vai deixar muita saudade. Seu trabalho sempre será lembrado por todos os brasileiros".
    Sobrinha de Wilker, Eliane Almeida disse que o tio fazia questão de se reunir com os parentes quando vinha ao Estado. "Ele sempre foi muito carinhoso e atencioso conosco. Três dias antes de ele morrer, minha mãe falou com ele, combinando para ele vir para o aniversário de uma de nossas primas, mas não deu tempo. Ele amava o Recife, tanto é que no ano passado ele elegeu a Cidade para lançar o filme 'Giovanni Improtta', no Cine PE, festival que este ano o homenageia", declarou Eliane.

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