quarta-feira, 24 de julho de 2013

Artistas lamentam o falecimento do músico Dominguinhos.

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Artistas lamentaram o falecimento do músico Dominguinhos, na noite desta terça-feira, em São Paulo. Ele lutava contra um câncer de pulmão durante seis anos. De acordo com o Hospital Sírio-Libanês, o músico morreu às 18h em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas.
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Anastácia (cantora e compositora) – “Ele tem uma sensibilidade muito grande e sempre me inspirava a buscar, no fundo da minha alma, letras que pudessem preencher as melodias dele. A fusão do meu trabalho com o dele foi uma coisa super importante para a música, recheada de muito sentimento. Como parceiro, foi maravilhoso; como homem, foi o grande amor da minha vida. Acho que a gente só ama uma vez na vida e nessa minha passagem por aqui, fui contemplada com esses 12 anos de felicidade.”
Cezzinha (sanfoneiro e herdeiro musical) – “Deus faz sempre o melhor. Eu estou abalado com a morte, mas feliz porque ele estava sofrendo muito. Dominguinhos era a prova viva de uma arte forte, que eu sempre respeitei e vou continuar mostrando. Ele dedicou toda a sua vida a ajudar às pessoas, e foi tudo em minha vida. Toquei a primeira vez com ele no meu aniversário de 14 anos e nunca mais nos separamos”.
Elba Ramalho (cantora) – “Lá se vai o meu amor, deixando uma grande saudade… Dominguinhos, eterno amor, amizade sincera. Meu coração chora a morte do amigo querido. Rezando por ti, querido!”.
Fagner (cantor e compositor) – “Dominguinhos foi um parceiro muito próximo na minha vida artística e pessoal, um cara muito amigo. Quando ia a Fortaleza, frequentava a minha casa, mesmo quando eu não estava. Ele chegava todo carinhoso, me chamava de Raimundo, coisa de irmão mesmo. Ele está presente na minha carreira desde o meu primeiro disco, gravamos ‘Último pau de arara’, que tem tudo a ver com a nossa história, de nordestinos. Tocou na minha banda, depois tocou com muita gente e ainda continuava produzindo. Gravei com ele ‘Pedras que cantam’, que foi um grande sucesso. Ele sempre me ligava, cantava músicas novas por telefone e eu me emocionava muito porque tinham muita sensibilidade, era um compositor incrível. Ano passado, toquei com ele na inauguração do novo prédio da Assembleia [Legislativa] do Ceará, e eu sabendo que ele já não estava bem, gravei tudo e devo lançar em DVD este ano em homenagem a ele. Foi a nossa despedida”.
Genival Lacerda (cantor) – “Que Jesus, que Deus, que Nossa Senhora da Conceição, tenha você lá em cima e bem feliz e bem alegre, porque Deus sabe o que faz e a gente não sabe o que diz”.
Jorge de Altinho (cantor) - “Dominguinhos era aquela pessoa. Aquele gênio e aquela simplicidade ao mesmo tempo. Fiquei muito triste e alegre, ao mesmo tempo, porque ele deixou um legado, um aprendizado muito grande, não só musicalmente falando, mas também como pessoa. Os seus ensinamentos, a gente vai guardar no coração”.
Nando Cordel (cantor e compositor; com Dominguinhos, fez “De volta para o meu aconchego” e “Gostoso demais”) – “Eu o conheci quando batalhando em São Paulo fui mostrar uma música à esposa dele, que era cantora. Ela que sugeriu a parceria, e acabamos compondo naquele dia ‘Olha, isso aqui tá muito bom’. Foi daí que eu comecei minha carreira musical. Ele é um dos mais importantes instrumentistas”.
Oswaldinho do Acordeon (instrumentista) – “Tínhamos um vínculo muito grande. Agora só ficou a saudade. Ele era um exemplo de humildade sem tamanho. Ele tinha o dom de tocar bem e ter o pé no chão”.
Petrúcio Amorim (cantor): “Dominguinhos era aquele cara que se você precisasse dele, a qualquer momento, ele estava para servir você. Eu fico assim pensando também no legado, né? No que ele deixou de bacana, suas músicas, a sua alegria em tocar sanfona, ou seu prazer… Tanto é que ele veio passar mal, veio se sentir assim depois de um momento que ele fez questão de fazer parte, da festa dos cem anos de Gonzaga. Foi para Exu e lá é que justamente piorou. Para você ver o tamanho do espírito que foi Dominguinhos”.
Santanna (cantor e compositor) - “Ele é considerado o maior sanfoneiro do mundo, e deixa a nação nordestina carente com essa partida. O mais importante é saber que ele deixa um grande legado na música, pois era um gênio na sanfona, explosivamente criativo, e tinha uma maneira de ser generosa, humilde e genial. Espero que geração de seguidores que ele deixou.
Waldonys (sanfoneiro) – “Meu relacionamento com Dominguinhos era de uma amizade muito forte, que ia além da música, quase de pai para filho. Por ele, conheci Luiz Gonzaga. Fui morar nos Estados Unidos tocando sanfona, toquei com Fagner, Zé Ramalho, Marisa Monte, então, se eu sou algo musicalmente, consegui por causa dele. Por ser uma pessoa tão iluminada e grande, como ser humano, Deus decidiu ir tirando a vida dele devagarzinho para não ser cruel demais conosco”.
Zezé Di Camargo e Luciano (cantores) – “Adeus mestre Dominguinhos!!! Nosso respeito e admiração a esse homem que encantou o Brasil com sua humildade e seu talento!”.
Da Redação do Portal +AB Com informações do G1
Por Jornal de Caruaru

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