SÉRIE B
Com atraso salarial, Santa Cruz tenta evitar erro de 2014
Diretoria tricolor corre contra o tempo para quitar atrasados com o elenco tricolor
Felipe Amorim
Twitter: @amorim_felipe
Alemão afirmou que elenco está focado unicamente no acesso à Série A
JC Imagem
Presente no G-4 há duas rodadas, o Santa Cruz terá mais oito jogos pela frente para não sair do grupo de acesso e, assim, concretizar o retorno à elite do futebol brasileiro depois de dez anos. Mas, para o sonho virar realidade, além de o futebol dentro das quatro linhas continuar dando resultado, nos bastidores, é preciso deixar o ambiente o mais tranquilo possível. Quitar os salários atrasados é fundamental para atingir tal meta. Enquanto a diretoria afirmou que trabalha para deixar tudo regularizado o quanto antes, os atletas asseguraram, ao longo desta semana, que o momento é para pensar apenas no acesso.
Para quem não lembra, a falta de dinheiro na reta final da Série B do ano passado prejudicou o Santa Cruz, que brigava pelo acesso até os últimos jogos.
Em outubro de 2014, o elenco, com dois meses de atraso salarial, boicotou um treino dias antes de enfrentar o Vasco. Naquele momento, restando nove jogos para o fim da competição, o tricolor estava na décima colocação, a nove pontos do G-4. “No ano passado, poderíamos ter chegado mais longe, mas faltou um pouco de fôlego financeiro. Que sirva de lição para não faltar esse fôlego novamente”, alertou o vice-presidente Constantino Júnior, que admitiu a dívida com o grupo.
Hoje, o elenco tem um mês e meio de débito, enquanto os funcionários do Administrativo já estão com três meses e meio sem ver o dinheiro entrar na conta. “Existe uma programação (de pagamento) passada ao elenco. Na semana passada, reunimos as lideranças do grupo e afirmamos que vamos cumprir esse cronograma definido. Até o clássico contra o Náutico (dia 17) deve sair alguma condição (parte dos atrasados) para deixar a situação melhor”, garantiu.
O zagueiro Alemão, um dos líderes do elenco atual e remanescente do ano passado, garantiu que os jogadores estão focados no acesso. “Nem gosto muito de entrar em detalhes sobre esses assuntos, mas temos que procurar esquecer isso (atrasos). Se chegamos ao G-4 nessa condição, não é agora, faltando poucos jogos, que vamos amolecer. A gente tem que ter essa cobrança interna porque no ano passado vivemos essa mesma situação e às vezes chega a atrapalhar em campo, mas neste ano as coisas serão diferentes. A diretoria resolverá isso rapidamente”.
O meia Lelê concordou. “Temos que esquecer o lado financeiro neste momento. Faltam poucos jogos para conquistarmos o nosso objetivo”, arrematou o meia.
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